viernes, 29 de octubre de 2010

'Terras' fora do Sistema Solar podem ser comuns, diz estudo



Para astrônomos, uma em cada 4 estrelas contaria com astro como o nosso.
Pesquisa considerou corpos com 5 até 30 vezes a massa do 'Planeta Azul'.

Do G1, em São Paulo
Cientistas da Universidade da Califórnia, na cidade norte-americana de Berkeley, afirmam que planetas com o tamanho da Terra podem ser comuns fora do Sistema Solar. Os astrônomos Andrew Howard e Geoffrey Marcy, juntos a outros pesquisadores, publicaram os resultados de estudo sobre o tema na revista Science nesta sexta-feira (29).
Segundo os estudiosos, um em cada quatro estrelas parecidas com o Sol podem contar com astros girando ao seu redor, com massas entre 5 até 30 vezes a do "Planeta Azul". As estimativas mais aceitas na comunidade científica trabalham com chances mais remotas como uma estrela a cada 100. No estudo, foram considerados 33 planetas, que circulam 22 estrelas.
Terra similarExoplanetas como Gliese 581g, mostrado na ilustração acima, podem ser mais comuns do que o estimado anteriormente, segundo Andrew Howard e Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, em Berkeley. (Crédito: AP / Zina Deretsky / Fundación Nacional para la Ciencia)
Durante a pesquisa, os astrônomos focaram a atenção em um total de 166 estrelas a até 80 anos-luz do Sistema Solar. Um ano-luz é a distância percorrida pelo raio de luz durante um ano, com velocidade de aproximadamente 300 mil quilômetros por segundo - a medida equivale a cerca de 9 trilhões de quilômetros.
Os pesquisadores procuraram por abalos na órbita das estrelas, do tamanho do Sol ou tipos menores conhecidos como anãs-laranjas, causados por planetas entre 3 até 1.000 vezes o volume da Terra.
Descobriram que 1,6% dos "sóis" contavam com companheiros sem luz própria do tamanho de Júpiter. Doze por cento tinham planetas de três até dez vezes a massa da Terra, os menores possíveis de serem detectados.
Os dados coletados pelos cientistas de Berkeley mostram que astros do tamanho de Netuno ou menores podem ser mais comuns que gigantes como Júpiter.
"Se pegarmos 100 estrelas como o Sol, um ou dois planetas vão ter o tamanho de Júpiter, quase seis teriam o volume de Netuno e cerca de 12 seriam quase como a Terra", diz Howard. "Nós arriscamos dizer que a estimativa para astros com apenas 1,5 e duas vezes o tamanho do nosso planeta é de 23% para cada centena de estrelas."
Durante o levantamento, os astrônomos também catalogaram 12 novos exoplanetas, a serem confirmados pela comunidade científica. Caso sejam validados, a equipe terá ligado 45 planetas em órbita de 32 estrelas.
Exoplanetas

A agência nacional norte-americana mantém um programa conhecido como Missão Kepler com o objetivo de detectar novos planetas fora do Sistema Solar. Howard e Marcy esperam combinar os dados da pesquisa com novas informações enviadas pela sonda lançada em 6 de março de 2009, com o foguete Delta 2.
Ao invés de focar na estimativa da massa dos planetas, a Kepler consegue medir o diâmetro do planeta com boa precisão. A meta é pesquisar 156 mil estrelas de fraco brilho aparente, coletando dados de 120 a 260 "Terras". Esses astros estariam orbitando cerca de 10 mil do total de estrelas pesquisado.
Normalmente, astrônomos só detectam planetas muito próximos às estrelas, o que representa um potencial para outros astros do tamanho da Terra surgirem, a distâncias maiores, incluindo a faixa dos 150 milhões de quilômetros que afastam o nosso planeta do Sol.
Outro objetivo é encontrar candidatos a uma distância conhecida como "goldilocks", nas quais os planetas estariam nem tão longe, nem tão perto da fonte luminosa, podendo conter água líquida na superfície. Essa é uma das condições mais procuradas por cientistas, já que pode indicar um local favorável para o desenvolvimento de seres vivos.

Homem dominou afiação de pedras há 75 mil anos, revela estudo



Descoberta antecipa em pelo menos 50 mil anos o domínio da técnica.
Pesquisadores analisaram 159 pontas e 179 outras peças trabalhadas.

Da AFP
Objetos foram descobertos na caverna de Blombos, na África do SulObjetos foram descobertos na caverna de
Blombos, na África do Sul (Foto: Science)
Os homens pré-históricos do sul da África dominaram técnicas para afiar pedras e também o uso do fogo para fazer facas há pelo menos 75 mil anos, 50 mil anos mais cedo do que se pensava até o momento, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira.
A descoberta, feita na caverna de Blombos, na África do Sul, antecipa em pelo menos 50 mil anos o domínio desta técnica que consiste no aquecimento do silcreto, um material duro constituído por quartzos cimentados por sílica para modificar a estrutura e melhor moldá-la.
Essas pedras eram, em seguida, delicadamente trabalhadas com martelos de madeira ou de ossos para deixá-las bem afiadas.
"Essa técnica é a mais eficaz para dominar a afiação, espessura e forma de uma ferramenta de dois gumes, como as pontas de lança e as facas de pedra", explicou Paola Villa, conservadora do Museu de História Natural da Universidade do Colorado (oeste dos Estados Unidos), coautora deste estudo, que será publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.
Antes da descoberta destes objetos em Blombos, os indícios mais antigos da dominação destas técnicas sofisticadas remontavam somente à cultura Solutrense do Paleolítico Superior, na França e na Espanha, datando de aproximadamente 20 mil anos.
"A descoberta na caverna na Blombos é importante porque mostra que os humanos modernos no que é hoje a África do Sul tinham um repertório de técnicas sofisticadas de fabricação de ferramentas de pedra desde muito cedo", revelou Paola Villa.
"O uso dessas técnicas é um bom exemplo de uma tendência para desenvolver novas ideias e técnicas amplamente consideradas como características de comportamentos modernos e avançados", acrescentou.
Os pesquisadores analisaram 159 pontas e fragmentos de silcreto e 179 outras peças trabalhadas. Eles também examinaram mais de 700 escamas ou pequenas placas, feitas a partir do trabalho de amolação.

Sicília analisa DNA de cadáver para esclarecer se é de bandido lendário



Salvatore Giuliano aterrorizou ilha italiana nos anos 40.
Mas dúvida sobre se corpo era mesmo o do criminoso persiste há décadas.

Do G1, com informações da AP
Foto de 1948 mostra Salvatore Giuliano, líder de quadrilha siciliano famoso por seus feitos criminosos na década de 1940. Autoridades da Sicília ordenaram exumação e análise do DNA dos restos mortais de Giuliano. O objetivo é tentar eliminar dúvidas sobre se o corpo crivado de balas enterrado há cerca de 60 anos era mesmo do criminoso. O procedimento foi realizado nesta quinta-feira (28). Persiste uma lenda pela qual Giuliano escapou vivo do cerco policial. Segundo o historiador Giuseppe Casarubbea, a análise de DNA vai ajudar a “preencher uma enorme lacuna” da história italiana.Foto de 1948 mostra Salvatore Giuliano, líder de quadrilha siciliano famoso por seus feitos criminosos na década de 1940. Autoridades da Sicília ordenaram exumação e análise do DNA dos restos mortais de Giuliano. O objetivo é tentar eliminar dúvidas sobre se o corpo crivado de balas enterrado há cerca de 60 anos era mesmo do criminoso. O procedimento foi realizado nesta quinta-feira (28). Persiste uma lenda pela qual Giuliano escapou vivo do cerco policial. Segundo o historiador Giuseppe Casarubbea, a análise de DNA vai ajudar a “preencher uma enorme lacuna” da história italiana. (Foto: Michael Stern-arquivo / AP)

Mãos podem 'notar' erros ao digitar quando cérebro falha, diz estudo



Digitadores profissionais não percebem alguns dos erros que corrigem.
Trabalho será divulgado pela revista 'Science'.

Do G1, em São Paulo
Uma pesquisa da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, mostra que o ato de digitar, quando praticado po pessoas experientes, é uma atividade controlada por uma espécie de "piloto automático" humano, que consegue captar erros que às vezes o cérebro não nota. Os resultados serão publicados na revista Science nesta sexta-feira (29).
"Todos nós fazemos algumas coisa no 'piloto automático' como andar e tarefas domésticas como passar café", diz Gordon Logan, principal autor do estudo. "No caso dessa pesquisa sobre digitação, o que nós descobrimos de surpreendente é que esses processos são dissociados, ou seja, as próprias mãos 'sabem' quando cometeram um erro, mesmo quando o cérebro não os percebe."
Mãos de digitadores profissionais "captam" erros que cérebro deixa passar.Mãos de digitadores profissionais "captam" erros que cérebro deixa passar. (Foto: Jakub Krechowicz / stock.xchng)
Para conhecer a relação entre tarefas realizadas no "piloto automático" e a consciência (referida como piloto no estudo) e o papel de cada um na detecção de erros, Logan e Matthew Crump, outro autor do estudo, conduziram experimentos que buscaram separar o que era visto na tela e como os dedos dos voluntários se comportavam ao digitar.
No primeiro deles, digitadores experientes foram solicitados a reproduzir palavras que apareciam em uma tela e comentar se haviam ou não cometido erros. Com um programa de computador, os dois cientistas corrigiram deslizes e alteraram palavras escritas corretamente.
Pessoas compensam os seus erros mesmo quando não os percebem. Nós descobrimos uma nova ferramenta para investigar, separadamente, o papel da consciência e do 'piloto automático' na hora de perceber erros de digitação"
Matthew Crump, pós-
doutor em psicologia
Também levaram em conta a rapidez de digitação, procurando pela redução de velocidade que ocorre quando alguém aperta uma tecla errada. No final, os digitadores deram notas para o desempenho deles.
Os digitadores, em geral, entenderam como seus os erros gerados pelo computador, assim como emprestaram o crédito pelas correções que a máquina fez. Segundo os cientistas, eles foram enganados pelo programa, mas os dedos, dirigidos pelo "piloto automático", passaram no teste.
As mãos somente pararam quando uma tecla foi pressionada fora de hora, mantendo o ritmo ao escrever palavras certas.
No segundo experimento, os digitadores tiveram de julgar o desempenho logo após a escrita de cada palavra. No último, os pesquisadores contaram aos voluntários que o programa de computador poderia inserir ou excluir erros e pediram, mais uma vez, por uma análise do resultados por parte dos datilógrafos.
As "cobaias" só conseguiram acertar quando de fato erravam no terceiro experimento. Quanto ao padrão dos dedos, o mesmo foi observado em todos os experimentos: os digitadores, sem perceber, reduziram a velocidade ao apertarem teclas fora de hora e mantiveram a rapidez ao grafarem corretamente o que aparecia na tela.
"Os resultados sugerem que a detecção de erros pode acontecer tanto consciente como inconscientemente", diz Crump, pós-doutor em psicologia. "Pessoas compensam os seus erros mesmo quando não os percebem. Nós descobrimos uma nova ferramenta para investigar, separadamente, o papel da consciência e do 'piloto automático' na hora de perceber erros de digitação."

Informática

China apresenta computador mais potente do mundo

Capacidade de processamento de dados equivale à de 175.000 notebooks

A China apresentou nesta quinta-feira o supercomputador Tianhe-1, considerado o mais potente da atualidade. A máquina conta com 14.336 processadores da Intel, placas avançadas da nVidia e 103 armários para armazenar todo o equipamento. Seu peso: 115 toneladas.
A capacidade de processamento da máquina chega a 2,50 petaflops (operações de ponto flutuante por segundo), o que equivale à capacidade 175.000 notebooks funcionando simultaneamente. Desenvolvido pela Universidade Nacional de Defesa e Tecnologia (NUDT), o equipamento custa cerca de 88 milhões de dólares.
O Tianhe-1 é cerca de 42% mais rápido do que o recordista anterior, o Cray XT5 Jaguar, que está instalado no Laboratório Nacional de Oak Ridge, nos Estados Unidos. A máquina norte-americana tem capacidade de processamento equivalente a 1,75 petaflops.
O supercomputador será utilizado para estudos de astrofísica, simulações matemáticas, criação de imagens médicas, exploração de petróleo e previsão do tempo.
(Com informações da Reuters)

Mueren 30 personas por cólera en Haití en la últimas 24 horas

 
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 El cierre de la frontera con República Dominicana ante la epidemia de cólera, ha generado descontento entre la población haitiana.(Foto:Efe)
El cierre de la frontera con República Dominicana ante la epidemia de cólera, ha generado descontento entre la población haitiana.(Foto:Efe)
En las últimas 24 horas, las autoridades haitianas han sumando 30 muertos a los 300 que se contabilizan en el país desde que inició la epidemia de cólera a mediados de octubre. En tanto, la Organización Mundial de la Salud (OMS) afirma que la enfermedad se sigue propagando entre la población.
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TeleSUR _ Hace: 21 minutos
Las autoridades haitianas confirmaron este viernes la muerte de 30 personas por cólera en Haití, que se suman a las 300 reportadas el día anterior en un informe de la Organización Mundial de la Salud (OMS), mientras que los infectados ya alcanzan los 5 mil.

El director general del Ministerio de Salud haitiano, Gabriel Thimoté, en conferencia de prensa, informó este viernes sobre el fallecimiento de 30 personas por cólera en las últimas horas.

Thimoté también informó que desde el anterior balance ofrecido el jueves, han ingresado 65 nuevos casos, que han ameritado hospitalización, por lo que se mantiene que los infectados casi llegan a los 5 mil.

El penúltimo reporte ofrecido por la OMS dio cuenta de unos 4 mil 722 contagiados. De acuerdo al informe del organismo, el departamento más afectado es el Artibonite (centro-oeste), por la contaminación del río que lleva ese mismo nombre, y que cruza el centro rural de Haití.

La Oficina de Coordinación de Asuntos Humanitarios de la Organización de las Naciones Unidas (OCHA), indicó que la rápida propagación de la enfermedad radica en que miles de personas utilizan el afluente para sus actividades diarias, como lavar y cocinar.

La portavoz de la OCHA, Elyzabeth Byrs, sostuvo que la principal causa del surgimiento de las epidemia que se maneja es la "contaminación del agua del río" que atraviesa la región afectada.

Según estudios realizados por especialistas de Puerto Príncipe y de Estados Unidos, la bacteria sería "sensible" a varios antibióticos, como: la tetraciclina, la doxiciclina y el ciprofloxacina.

El cólera es una enfermedad diarreica aguda, se transmite principalmente por alimentos y agua contaminados y muy poco de persona a persona.

En tanto, la Organización Panamericana de la Salud (OPS), alertó el miércoles que la epidemia de cólera que enfrenta actualmente Haití se extiende a "velocidad explosiva", y estimó que se propague por años.

Por su parte, el Gobierno haitiano confirmó el pasado 22 de octubre que la epidemia de cólera que se presenta en su país es "del tipo más peligroso".

El Gobierno venezolano envió el pasado martes unas diez mil dosis de medicamentos a Haití que servirán para atender al menos unos tres mil pacientes que sufren de cólera.

Otras naciones comienzan a solidarizarse con la crisis humanitaria haitiana, que persiste desde mucho antes del más fuerte desastre natural que golpeó al país, el terremoto del pasado 12 de enero, cuyas consecuencias aún padecen millones de damnificados.


En tanto, militares de Naciones Unidas (Cascos Azules) prestan sus servicios en la frontera entre Dajabón (República Dominicana) y Ouanaminthe (Haití), para impedir el paso de personas, ante la epidemia de cólera.

El cierre de la frontera ha generado descontento entre la población haitiana. 

teleSUR - Afp / ld-PR