domingo, 6 de febrero de 2011

Cientistas sugerem que câncer é uma doença moderna, causada pelo homem

Análise histórica indica que doença era rara na antiguidade e ficou mais frequente após Revolução Industrial

por Redação Galileu
Pesquisadores da Universidade de Manchester sugerem que fatores externos provocados pela ação humana, como poluição e estresse, podem ser as principais causas do câncer. Até aí, você provavelmente já desconfiava. Mas o caminho percorrido pelos pesquisadores da Universidade de Manchester, responsáveis pelo estudo, aponta evidencias fortes.
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Eles avaliaram restos mortais e escrituras da Grécia e Egito Antigo e fizeram o primeiro diagnóstico de câncer em uma múmia. Foram quase mil corpos estudados e somente um caso encontrado da doença, prova de que ela era muito rara na antiguidade. Desde a Revolução Industrial, no século 18, no entanto, os índices de câncer têm crescido, inclusive o infantil, outra amostra de que não é apenas em razão do aumento da longevidade.
Os pesquisadores investigaram a doença com dados de cerca de mil anos de corpos, assim, têm uma perspectiva histórica mais completa dela. "Em sociedades industriais, o câncer é a segunda causa de morte. Mas, na antiguidade, ele era extremamente raro. Não há nada no ambiente natural que causa câncer. Então ele tem que ser uma doença criada pelo homem, por meio da poluição, mudanças de dieta e estilo de vida", diz Rosalie David, professora da Faculdade Life Sciences.
O site da revista New Scientist publicou um artigo que refuta algumas afirmações dos pesquisadores de Manchester. Segundo o artigo da New Scientist, a tese de Rosalie David tem falhas porque existe o câncer hereditário e fatores cancerígenos naturais, como raios solares ultravioletas, e também vírus que causam o HPV e o câncer de fígado.
O primeiro câncer diagnosticado do mundo pelos pesquisadores, foi um tumor retal em uma múmia de identidade desconhecida que viveu entre 200 e 400 antes de Cristo. "Em uma sociedade antiga sem intervenções cirúrgicas, as evidências de câncer deveriam ficar em todos os casos. A falta de tumores em múmias deve ser interpretada como indício de que doença era muito rara na antiguidade, indicando que os fatores causadores de câncer estão limitados à sociedades afetadas pela moderna industrialização", diz o professor Michael Zimmerman, responsável pelo diagnóstico.
Segundo a pesquisa, poucos fósseis animais apresentaram algum tipo de câncer. E alguns tumores foram encontrados em primatas não-humanos, mas nenhum semelhante aos cânceres modernos dos humanos.
Argumentos de que as sociedades antigas não viviam tanto para desenvolverem a doença são verdadeiros, mas os gregos e egípcios antigos viviam o suficiente para desenvolverem aterosclerose e osteoporose, e, hoje, o câncer nos ossos ataca mais as crianças. Sobre este argumento, a New Scientist menciona que a equipe avaliou múmias de pessoas que morreram com menos de 50 anos e os casos de câncer modernos acometem mais frequentemente os mais velhos.
Na avaliação da literatura de várias épocas, conforme a equipe avançava, apareciam as primeiras descrições de operações de câncer. E os primeiros relatos de tumores diferentes só apareceram nos últimos 200 anos, como o de escroto em limpadores de chaminé, em 1775, e de nariz em usuários de rapé, em 1761.

Coração pode ter câncer?

Embora sejam extremamente raros - algo em torno de 0,001% a 0,3% de todas as neoplasias -, casos de câncer no coração existem. A maioria deles (75%) é do tipo benigno. "O diagnóstico pode ser feito por meio de ecocardiograma, tomografia ou ressonância. A maioria dos diagnósticos, no entanto, é tardio, especialmente para os malignos", afirma Marco Antônio de Mattos, diretor-geral do Instituto Nacional do Coração (INC). Segundo o pneumologista Mauro Zamboni, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o coração é mais acometido por metástases de outros tumores malignos, principalmente os intratorácicos, como o câncer de pulmão, ou de outros órgãos, como o de mama. "Nesses casos, a complicação é grave porque caracteriza uma fase avançada da doença, e os resultados dos tratamentos são, em geral, decepcionantes", afirma Mattos. Uma curiosidade: o baterista Eric Carr, que integrou o grupo Kiss, morreu em 24 de novembro de 1991, aos 41 anos, de um tipo raro de câncer no coração.

Pequenas mudanças de hábito podem prevenir câncer; veja dicas

Profissionais do Hospital A.C. Camargo indicam como manter a saúdem em ordem e detectar tumores mais cedo

por Redação Galileu
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A palavra câncer assusta muita gente. Mas diagnosticar e tratar um tumor precocemente pode aumentar muito as chances de cura. Por isso, selecionamos algumas dicas de especialistas do Hospital A.C. Camargo, de São Paulo, que podem te ajudar a prevenir e até procurar um médico caso desconfie estar com algum tipo de câncer.

ital é responsável por 60% da produção científica envolvendo oncologia de todo o País e identifica e trata 14 mil casos da doença ao ano. Para diminuir as chances de apresentar tumores, dicas básicas como manter uma alimentação saudável, não exagerar no álcool, fazer exercícios regularmente e não fumar valem para praticamente todos os tipos de câncer.
Confira abaixo algumas dicas para diminuição de riscos dos tipos mais comuns de câncer:

Colo do útero
Por ser causado por vírus, pode ser prevenido facilmente com o uso de camisinha durante as relações sexuais e visitas regulares ao ginecologista para a realização do exame papanicolau. Evite cigarro e mantenha a região genital bem higienizada.
Intestino
Os tumores de intestino e reto, um dos mais comuns em homens e mulheres, podem ser evitados com alimentação saudável. São mais comuns em pessoas acima dos 50 anos e a prevenção engloba uma dieta rica em frutas, vegetais, fibras, cálcio e com pouca gordura animal, bebidas alcoólicas e carne vermelha. Pesquisas recentes relacionam a doença a embutidos e defumados. Com diagnóstico precoce, a taxa de cura é de cerca de 95%.
Pele
O tipo de câncer mais comum no mundo. No Brasil, 120 mil pessoas são diagnosticados por ano. O crescimento de pintas no corpo pode ser o melanoma, um dos sintomas mais frequentes e agressivos. Para evitar a doença, evite ficar exposto ao sol entre 10h e 16h, use chapéu, guarda sol, óculos, filtro solar (no mínimo, de FPS 15). Ao sinal de qualquer mancha diferente na pele, procure um dermatologista.
Mama 
Cerca de 90% dos casos do tumor feminino mais comum têm cura quando há diagnóstico precoce. Especialistas indicam a realização do exame de mamografia anualmente a partir dos 40 anos. Quem tem casos deste tipo de câncer na família deve procurar aconselhamento médico mais cedo e fazer acompanhamento com um mastologista. Exercícios e alimentação saudável também ajudam.
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Pulmão
O tipo de câncer que mais mata no Brasil, é muito mais comum entre fumantes. Quem fuma deve parar e consultar um médico pneumologista para realização de exames como radiografia do tórax e tomografia computadorizada. Apenas um em cada dez casos não está relacionado ao cigarro, mas os não fumantes pode tentar prevenir a doença com exercícios regulares e também check-ups médicos.
Estômago
É mais comum a partir dos 50 anos, mas não há idade indicada para realização de endoscopia. Especialistas do hospital A.C. Camargo indicam a procura de um médico para realização do exame quando há azia, má digestão e dores abdominais frequentes. A prevenção envolve hábitos alimentares saudáveis, com vegetais, frutas, fibras e eliminação de bebidas alcoólicas e cigarro.
Esôfago
Este tipo de câncer está ligado ao cigarro, bebidas, lesões no esôfago, deficiência de ferro e presença de bactérias. Para evitá-lo, é essencial manter estômago e intestino funcionando bem e evitar álcool e defumados. Quem tem casos na família e refluxo – 20 milhões de brasileiros têm – também deve procurar um especialista.

Boca
Os principais sintomas são feridas que não cicatrizam na boca em no máximo duas semanas, manchas brancas ou vermelhas nos lábios. Dificuldades para falar e mastigar, dor, emagrecimento rápido e até presença de caroços no pescoço podem ser sinais da doença. Para prevenir é necessário evitar o cigarro e bebidas, principalmente destiladas; escovar os dentes com frequência; ajustar bem próteses e aparelhos dentários; não utilizar enxaguante bucal com álcool na fórmula, que provoca irritações.
Tireóide
Três vezes mais frequente em mulheres, pode ser identitificado pela presença de nódulos tireoidianos e gânglios linfáticos na região do pescoço e rouquidão. Além disso, é importante que a pessoa procure um médico quando alguém na família já teve a doença.
Retina
Chamado de retinoblastoma, 90% dos casos do tumor ocular acontecem em crianças de até cinco anos. Os principais sinais são o estrabismo e a pupila aparecer branca, em vez de vermelha, em fotografias com flash e histórico familiar de tumor ósseo ou retinoblastoma.
Leucemia
Não existem sintomas claros de leucemia, câncer mais frequente em crianças de 2 a 5 anos, mas ela tem alto índice de cura. Segundo especialistas do A.C.Camargo, quatro em cada cinco crianças são curadas com tratamento. Alguns dos sinais que podem indicar a doença e necessitam de avaliação médica são anemia, fadiga, cansaço, desânimo, dificuldade para andar, sangramentos e febres ocasionais.

jueves, 27 de enero de 2011

Dr. Patch Adams

 
        Dr. Patch Adams é Médico, Ativista Social, Cidadão Diplomata e Escritor. Ele fundou o Gesundheit! Instituto em 1971.
        Aos 16 anos de idade, após perder o pai e ter sido deixado pela namorada, vivenciou uma grave crise depressiva e internou a si próprio numa clínica psiquiátrica. Lá chegou à conclusão que cuidar do próximo é a melhor forma de esquecer os próprios problemas e, melhor ainda, se isto for feito com muito bom humor e principalmente amor.
        A cada ano ele organiza um grupo de voluntários de todo o mundo para viajar para vários países onde eles se vestem de palhaços, em um esforço para trazer o humor para órfãos, doentes e outras pessoas.
        Sua vida inspirou o filme Patch Adams, estrelado por Robin Williams. O filme mostra os conflitos que a medicina apresentava na época e continua ainda nos dias de hoje, apesar da semente implantada. 
        Dr. Adams viaja o Mundo todo fazendo palestras e reunindo pessoas e verba para manter e aumentar seu hospital que atende gratuitamente milhares de pessoas todo ano.
        Atualmente Patch e sua trupe de palhaços viajam pelo mundo para áreas críticas em situação de guerra, pobreza e epidemia, espalhando alegria, o que é uma excelente forma de prevenir e tratar muitas doenças.
       Além de médico, humorista, humanista e intelectual, Patch é também um ativista em busca da paz mundial. Segundo ele, seu intuito não é apenas mudar, através do humor, a forma como a medicina é praticada hoje. Patch traz uma mensagem de amor ao próximo que, se praticada por todos nós, certamente irá mudar o mundo para melhor. 
        Patch Adams também é autor de dois livros: “House Calls: how we can heal the world a visit at time” e “Gesundheit!: Good Health is a Laughter Matter ”. Este último inspirou o filme “Patch Adams

Raro em jovens, câncer de mama impõe desafios a pacientes



Congelar óvulos e remover a mama são dilemas na conversa com médico.
Doença acomete apenas 2% das mulheres antes da menopausa.

Mário BarraDo G1, em São Paulo
Simone câncer 1Simone Chen, 27 anos, passou por mastectomia
para retirada de tumor. (Foto: Arquivo Pessoal)
Simone Shen tem 27 anos. A chance de uma mulher da idade dela ter câncer de mama é pequena. Mas a paulistana recebeu exatamente esse diagnóstico em agosto de 2010. "Os médicos detectaram dois nódulos, confirmados como câncer após a biópsia", conta Simone.
Segundo os médicos, a chance de uma pessoa desenvolver câncer de mama antes da menopausa é de apenas 2%.
Para Simone, a notícia sobre o tumor só veio porque resolveu colocar silicone nos seios. Os exames de ultrassom e a mamografia, necessários para a cirurgia, encontraram os nódulos.
Profissional da área de marketing, ela precisou parar de trabalhar para passar por 24 sessões de quimioterapia. Até agora, enfrentou 11 delas. “Os remédios me deixam cansada, triste às vezes”, afirma a jovem. Mesmo sob efeito das drogas anticâncer, a paciente ainda conseguiu manter parte de sua rotina, como os planos de viagem no réveillon.
Antes dos medicamentos, ela retirou as duas glândulas mamárias em cirurgia conhecida como mastectomia, mas ficou pouco tempo sem volume no peito. “Fiz reconstrução na mesma hora, já estou ‘turbinada’”, brinca.
Segundo o médico Alfredo Bastos, do Hospital Sírio-Libanês, a pressa tem justificativa. “A depressão na jovem pela mutilação é muito grande. Se não houver impedimento, é melhor fazer a reconstrução logo após a retirada do tumor”, afirma o mastologista.
Simone diz estar bem com o resultado da cirurgia e não se arrepende de ter optado pela mastectomia. “Para mim, é melhor ter saúde que amamentar”, afirma.
Caso britânicoCasos como o de Simone são raros. Mais incomum ainda é o da britânica Aleisha Hunter, que foi noticiado no início do mês, diagnosticada com a doença aos dois anos de idade.
Entre os médicos brasileiros, a história gera desconfiança. “É possível que tenha sido um câncer 'na mama' e não 'de mama'. Seria o caso, por exemplo, de sarcomas ou tumores de pele, que podem aparecer até com um mês de vida”, afirma Bastos.
Para Maria do Socorro Maciel, do hospital A.C. Camargo, Aleisha é muito jovem para ter adquirido a doença. “O caso mais jovem que já testemunhei era de uma moça de 17 anos, mas ela já havia menstruado, possuía mamas formadas”, diz a médica.
“As estruturas da mama como os ductos, os lóbulos, ainda não estão formados com essa idade, sem falar na ausência de hormônios femininos como estrógeno e progesterona,” explica a médica.
A estranheza da especialista encontra respaldo nos dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Para pacientes entre 15 a 24 anos, o número de casos para cada 1 milhão de mulheres, não ultrapassa 2 (veja gráfico abaixo).

lunes, 17 de enero de 2011

California Superstorm: A New Worry for the Golden State?


January 17, 2011 02:20 PM EST
More than 100 scientists and experts think the possibility of a superstorm is looming over the state of California. Scientists with the U.S. Geological Survey warn that cataclysmic storms such as the one predicted have occurred in the past, and emergency management officials have taken the warnings to heart.
Geological Survey director Marcia K. McNutt told the New York Times that in 1861, flooding in the Central Valley was so bad that the state capital had to be moved to San Francisco. Larger storms are said to have occurred in 212, 440, 603, 1029, 1417, and 1605, this supported by geological evidence.
Yahoo News reports that scientists predict the storm could last for 40 days, dumping 10 feet of water on the state, comparing the effects to 50 Mississippi Rivers flowing to the Gulf of Mexico, accompanied by 125 mph winds.
Of course the superstorm is a theory, but climate researchers think it fits right in with the San Andreas earthquake hypothesis. Federal and State emergency management officials attended a conference last week to discuss the preparations.
With all the apocalyptic predictions and media attention to the global warming theories, is this warning just an exaggerated doomsday prediction, or do we have reason for real concern and immediate action? Weather patterns do seem more volatile and frequent, but can we really “predict” disasters and when they might occur? We’ll just have to wait and see.

UFRJ cria método para detecção de tuberculose

Nona causa de ingresso hospitalar e quarta em mortalidade por enfermidades infecciosas, a tuberculose vem aumentando no País. Para melhorar o diagnóstico da doença, a Coppe em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveu o sistema Neural TB para diagnóstico precoce e acompanhamento da doença.
O projeto piloto tem apoio do Programa Nacional de Controle de Tuberculose do Ministério da Saúde e está sendo implantado em dez unidades de saúde do Rio e em outros cinco municípios. O programa roda em um netbook e consiste em um questionário minucioso que, preenchido, dará ao profissional de saúde a informação sobre a probabilidade do paciente ter tuberculose - e orientações para acompanhá-lo. "Os métodos tradicionais de detecção ou são caros ou lentos. A baciloscopia é rápida, mas só acerta 60% dos casos. Já a cultura do escarro, que tem acerto superior a 80%, leva 40 dias", diz um dos responsáveis pelo sistema, José Manuel Seixas.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é um dos 22 países do mundo que concentram 80% dos casos de tuberculose. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.